quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Miramez




Miramez era, quando encarnado, alto, de porte esbelto e nobre, cabelos encaracolados da cor do ouro velho, os quais trazia amarrados para trás. Tinha testa ampla, denotando inteligência, tez bronzeada pelo tórrido sol do norte, olhos verdes que lembravam os canaviais; os dois incisivos da frente eram ligeiramente separados.
Seus lábios eram pouco salientes e o nariz, grande e levemente achatado na ponta, não chegava a tirar-lhe a formosura do rosto.
Apesar do constante sorriso nos lábios, seu semblante era rave; algumas rugas já demonstravam as consequências do desconforto físico e dos trabalhos em favor dos humildes.
Sua morte ocorreu num quadro de elevada suavidade. Os negros e os índios catequizados formavam extensa fila para beijar-lhe as mãos, que tanto os ajudaram a viver. Enquanto esteve lúcido, Miramez abençoava-os, um por um.
Nos momentos derradeiros, Fernando Miramez de Olivídeo percebeu a presença da mãe extremosa, bem como de sublimada entidade que ele prefere não identificar, por julgar não merecer tamanha honra.
Com lágrimas nos olhos, Miramez desprendeu-se do vaso físico e, já fora dele, chorou de felicidade e agradecimento, por ter ingressado no Brasil pelas portas do amor e da caridade, que lhe foram abertas por Jesus.
***Ouvir vozes muitos podem ouvir, mas é necessário saber a que tipo de conversa deveremos dar atenção. E quem nos ajuda a qualificar os chamados é Nosso Senhor Jesus Cristo, atrvés do maior código educativo. O Evangelho.

Miramez

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